25 maio, 2008

Impressões sobre Colônia na Alemanha!

por Cologne Cathedral
Entre 16 de janeiro e 15 de fevereiro pude conviver com o povo alemão. Viajamos, eu e meu marido, por algumas cidades, mas estivemos por mais tempo em Colônia, pois meu irmão está morando lá desde 2002.

Colônia é a mais carnavalesca das cidades alemãs, ela possui dois carnavais: um fixo que ocorre no dia 11 de novembro e inicia às 11 horas da manhã (11/11 às 11) e o outro móvel que acontece nas mesmas datas do carnaval brasileiro. Porém, diferentemente daqui, a população começa a usar fantasias uns quinze dias antes das festas começarem.

As pessoas vão trabalhar fantasiadas e sérias como normalmente estão e somente as vi sorridentes depois de alcoolizadas, umas mais outras menos, já no período das festas. Além das pessoas, as ruas, lojas e as janelas das casas se fantasiam também, contribuindo para o clima carnavalesco, que vai crescendo até desembocar nas festas.

Estas festas ocorrem em praças, centros comerciais e clubes, começando de dia e prosseguindo até a noite ou a madrugada, dependendo do local ou da resistência dos foliões. Numa festa que aconteceu numa tenda erguida junto ao parque da cidade, vimos que havia troca de turnos entre os foliões. A festa havia começado às 11 horas da manhã e quando passamos pelo local por volta da 19 horas havia muita gente chegando e indo embora. Todo mundo fantasiado e bebendo. As músicas durante o dia eram as mesmas das “bandinhas alemãs” que se ouve no Brasil, mas já mais para noite era “rock and roll” pesado.

Esse carnaval difere do nosso porque quase todo mundo participa e nas festas que ocorrem durante o dia se observam famílias inteiras, pais, crianças, avós, e adolescentes. Outra diferença marcante é que apesar da quantidade de bebidas que ingerem não se observam brigas ou cenas de violência. Pelo contrário, eles ficam muito bem-humorados e mais comunicativos.

Terminado o carnaval, as fantasias somem e os tons cinza, marrom e preto predominam nas roupas. Também a seriedade dos rostos e aquele jeito de “cada um na sua” voltam a dominar. Lá as pessoas não nos fazem mal, mas também não costumam se esforçar para fazer o bem e não é incomum ouvi-las dizer: Esse problema é seu e não meu! Nessas horas a gente sente falta do Brasil, onde as pessoas são capazes de andar uma quadra para nos mostrar uma referência e a direção que devemos seguir quando pedimos uma informação.

Outra coisa que estranhamos foi a “mecanização” dos serviços. Todas as passagens dos trens urbanos são vendidas por máquinas que exigem moedas, porém o transporte é rápido, seguro e confortável e está disponível para qualquer ponto da cidade. Nos banheiros, também é preciso utilizar moedas para passar pelas catracas e obtê-las é um problema nosso e não deles!

As placas, rótulos e cardápios são todos escritos apenas em alemão e entendê-las é um problema nosso e não deles. Também é muito difícil encontrarmos pessoas uniformizadas nas ruas tais como carteiros e policiais ou outros para quem solicitar auxilio, mas, quase todo mundo entende inglês e quando solicitávamos informações eles tentavam responder da melhor forma.

Por outro lado, essa cidade oferece oportunidades culturais fantásticas como a Catedral Gótica no centro da cidade, vários museus como o Romano-Germânico, o Ludowig e o da Kathe Kollwitz. O Parque da cidade é amplo e espetacular tem dois lagos com várias espécies de aves aquáticas, uma parte selvagem, outra com uma criação de ovelhas. O zoológico e o aquário podem ser visitados com o meso ticket de treze euros e são fantásticos. A flora é belíssima e com entrada franca, nela também encontramos banheiros gratuitos e limpos.

Algumas coisas observadas em Colônia valem para as demais cidades que visitamos, assim, todas as igrejas em que entramos possuíam, no mínimo, um órgão. As exigências ecológicas sobre os veículos automotores permitem que as cidades não tenham o ar carregado de fumaça de escapamento nem o ruído intenso de motores, apesar de haver muito movimento o tempo todo.

Colônia é uma cidade muito limpa e há muita sensação de segurança nas ruas a qualquer hora do dia e da noite. Enfim, considerando os prós e os contras, ela é muito interessante para se conhecer e uma das melhores cidades européias para se morar. Porém, ficamos muito felizes em voltar para casa, pois logo que chegamos ao Brasil nos reencantamos com a expressão de leveza e bom humor no rosto das pessoas, a solidariedade, o sabor das frutas e verduras e uma água mais gostosa de se beber (embora esse item não seja igual em todos os lugares por aqui!).

2 comentários:

  1. Ainda bem que nós, brasileiros, apesar das dificuldades, estamos sempre sorrindo. E senão,buscando a harmonia corpo e mente.

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  2. É isso mesmo Sabrina. Hoje mesmo olhei para um menininho com menos de dois anos no shoping e quando trocamos o olhar ele sorriu e deu um abaninho. Já as crianças alemãs ficavam sérias olhando desconfiadas ou desviavam o olhar. Parece que lá vale a política de cada um por si.

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