10 janeiro, 2019

Dois passeios de bike abençoados!

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Uma parada no Caravaginho depois de descer o Loretto, para descansar as mãos e esfriar os freios, pois é uma descida punk!
Pedalar é uma aventura de descobertas de lugarejos e paisagens que permanecem muitas vezes ocultas para quem utiliza apenas o carro.

Nos 28 anos desde que voltei a morar em Bento Gonçalves não conhecia quase nada das estradinhas, interiores, distritos que passei a conhecer a partir de 2016 quando iniciei a pedalar, pois de carro praticamente fazia os mesmos caminhos e, apesar de ter sido uma experiência espetacular, que redundou em amizades queridas, durante os 23 anos que voei de paraglaider fiquei muito limitada a alguns sítios de voo.

Assim, pedalar tem para mim o sentido da descoberta, mas além disso, há por vezes um sentido de encantamento por sentir-se abençoada. Foi isso que ocorreu nos dias três e nove de janeiro de 2019.

Estas pedaladas tiveram componentes muito parecidos: em ambas iniciamos o passeio bem cedinho, no dia três saímos as 04:55 e no dia nove saímos as 5:15. Antes de amanhecer apreciando um céu estrelado. Mas esta não foi a única semelhança pois ambas as datas foram precedidas de por dias tórridos, mas nos surpreenderam com temperaturas agradáveis que possibilitaram os longos trajetos planejados antecipadamente.

Vamos falar mais de cada um destes dias:

03/01/2019: este dia teve um início de madrugada ainda abafado, que dificultou o sono. Ao levantar as 4:00 da manhã começou um leve conforto térmico, mas temíamos que se repetisse o clima do tipo “forno” da quarta-feira 02/01.

Para este dia, havíamos combinado, desde antes do Natal, que faríamos um pedal até o pouso do Ninho das Águias que fica em Vila Cristina, distrito de Caxias do Sul e na fronteira com Nova Petrópolis.

Nosso roteiro foi percorrer os Caminhos de Pedra, pegar o trajeto para o Santuário de Caravágio até Farroupilha, dali pegar a linha Julieta até Forqueta, seguir pela estrada da Uva até descer o Loretto e pegar a estrada do Vinho que desemboca bem próximo à Br 116 em Vila Cristina e dái seguir até o pouso.

No pouso ficamos uma hora descansando e dando uma recarga na bateria, pois minha bike tem assistente de pedal e precisa de um reforço para percursos maiores do que 100 km, já que voltamos por Alto Feliz até Nova Milano, depois Farroupilha, retornando pelos Caminhos de Pedra, num percurso de 130 km. Nesta trupe estávamos eu, Isaías, Rafa e Renata (um quarteto fantástico em parceria!).

Percorremos os Caminhos de Pedra observando Vênus e Júpiter alinhados no Leste, até que as 5:30 apareceu o Lua Minguante, muito magrinha, quase virando Nova. Já em torno de 6:30 fizemos uma parada na Igrejinha do Bairro Farrapos de Farroupilha para um lanchinho matinal e ficamos felizes ao ver que o dia amanhecia com o Sol encoberto e estava fresquinho.

Na parada para o café da manhã os sorrisos da Renata e Rafa evidenciam a alegria pelo céu encoberto e a temperatura amena. Nessa hora ainda temíamos que o calourão do dia anterior pudesse voltar e dificultar nosso pedal.

Mais tarde, descendo já pela estrada da Uva, percebemos que o vento e o céu ainda encoberto das 8:00 haviam deixado a temperatura mais fresca do que estava na madrugada e assim seguimos até o Ninho.

No caminho para Vale Real seguimos pelo acostamento da rodovia com o céu escuro pelas nuvens carregadas e prenunciando uma pancada de chuva, o vento forte já estava com o frescor de pancadas de chuva da redondeza.

Instantes antes da chuva forte chegar, encontramos abrigo em um restaurante de estrada e esperamos a pancada virar um chuvisqueiro para seguir viagem. Durante este trajeto refrescante, cada vez que a chuva aumentava encontrávamos alguma parada de ônibus ou algum toldo ou uma marquise para esperar a chuva diminuir.

Ao abrigo da tormenta, antes de prosseguir para Alto Feliz.
Somente no final, a partir da volta pelo bairro Farrapos e Caminhos de Pedra, não queríamos mais parar seguimos com mais ou menos chuva, mas foi somente depois de chegar em casa que a chuva realmente aumentou novamente, mas aí já foi a hora em que se tomou um banho quentinho e reparador. Missão cumprida!

O dia 09/01/2019 também foi precedido por um clima abafado com uma chuva iniciando à noite até cerca de 1:00 da manhã. Aqui não foi um temporal tão forte quanto em outros municípios do Rio Grande do Sul e, ao levantarmos as 4:00, já não havia mais chuva, porém o céu estava mais encoberto e pouco se via além da Vênus e Júpiter ainda alinhados. A Lua Já na fase Nova, não deu o ar de sua graça. Além da Lua, nosso quarteto esteve desfalcado da Renata que tinha compromisso de trabalho.

Neste dia nosso trajeto foi o mesmo até Forqueta, mas dali seguimos à cidade de Caxias do Sul, com o objetivo de retirar um exame de densitometria realizado em um laboratório na Rua Julho de Castilhos.

De Forqueta seguimos pelo desvio Rizzo e numa parte do trajeto me perdi e tomei um caminho que levou para a faixa, após um SMS e telefonemas nos reencontramos e seguimos pelo acostamento e ruas laterais da ERS 122.

Uma das diversões desse percurso foi, a partir da Rua lateral do Mart Center chegar a um acesso por escada do estacionamento do shopping Iguatemi que ainda estava vazio. Poder pedalar livremente, sem a preocupação com carros e espaço é muito legal. O Rafa até aproveitou para fazer um trajeto mais caprichoso e desenhar seu Strava.

Depois de pegar os exames, retornamos a Bento, seguindo pelas ruas lateais da ERS-122 até a Estrda do Sul e depois o caminho para o Hotel Samuara, seguindo até a rua Vênetto que nos deixou em Farroupilha através de paisagens encatadoras. Daí foi voltar pelo bairro Farrapos até Caminhos de Pedra e acelarar o máximo até em casa.

Trajeto do dia 09 desenhado no Strava do Rafa.
Eu percorri 89 Km, mas o Isaías e Rafa fizeram 92, pois tiveram que voltar para me reencontrar. Fazia uns 20 min ou menos que estávamos em casa e começou uma forte chuva. Durante todo o trajeto o céu encoberto garantiu uma temperatura agradável. Realmente nestas férias estamos aproveitando para pedalar bastante e depois descansar com a alma lavada e os corpos cansados, mas sequinhos.

13 novembro, 2018

O imperdível Zoológico de Atika!

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Ao visitarmos o Zoo de Átika a 20 km de Atenas chegamos a seguite conclusão: ele é es-pe-ta-cu-lar!
Separada desta fêmea de guepardo apenas por uma telinha, precisei me policiar para não encostar um dedo no seu pelo, pois isso iria contra todas as recomendações de "não perturbar os nimais". Tranquila e até indiferente com a minha proximidade ela se concentrava em observar os machos que estavam disputando as atenções de uma fêmea no cio.



Como bióloga, sempre que viajo para grandes cidades visito parques, jardins botânicos ou zoológicos. Descobri que o zoo de Atenas deve ser um ponto obrigatório para quem curte a natureza.

Ele fica a 20km da cidade, nós fomos de metrô até a estação mais próxima e ainda caminhamos mais de 6 km para chegar, curtindo o visual “campestre” da região.

Parte do caminho para chegar ao zoo.
No zoo há vários voluntários trabalhando em projetos de pesquisa. Passamos 7 horas visitando este espaço, onde os animais não estão em jaulas, mas em "ilhas-ambiente" nas quais algumas espécies de um mesmo habitat e sem relações de predação são colocadas juntas, simulando o ambiente natural.

Rinocerontes brancos. Infelizmente havia apenas 3 machos impossibilitando ao zoo a produção de crias para tentar reverter o processo de xtinção desta espécie.


Além das ilhas, há quatro pavilhões em que podemos estar caminhar entre eles. Nesses pavilhões estão os ambientes das “aves das Américas”, “aves da Ásia”, “aves da África” e “lêmures”.

Lêmures em um ambiente semelhante ao seu habitat natural.
No ambiente compartilhando o espaço com os lêmures.
Um dos caminhos no espaço das aves.
Além dos caminhos, há bancos nestes espaços de convivência, de modo que se ficarmos quietos as aves podem se aproximar e podemos observar seu comportamento.

Há um aquário para focas e golfinhos e, na hora de alimentar os golfinhos os tratadores promovem um show para o público. Estas exibições são usadas para que os tratadores possam examinar e avaliar a saúde dos animais. Assim, ao longo dos ambientes há arquibancadas, para em determinados dias da semana o público poder assistir a estes exames. Na arquibancada próxima aos elefantes há um mural que explica quais são os exames realizados em cada movimento solicitado aos elefantes.

Além dos golfinhos há aquários com focas e um espaço com pinguins, enquanto outros animais aquáticos que são recolhidos em situações de perigo não são exibidos. Eles apenas recebem tratamento até serem liberados no ambiente. Além das espécies marinhas o mesmo é feito com algumas aves.

Enfim, todos os ambientes são cuidadosamente projetados para que os animais não se estressem e isso dá ao visitante uma sensação de bem-estar, pois os cerca de dois mil animais de 345 espécies diferentes parecem tranquilos e bem-tratados.

Em vários locais vazios havia cartazes informando que aquele ambiente estava sendo preparado de acordo com as necessidades dos animais para posteriormente receber o espécime a ser exposto à visitação.

Ao longo de todo o zoo se pode ficar próximo de vários animais que não representam perigo ao visitante. Já os perigosos são separados por vidro ou ficam em suas ilhas separadas dos visitantes por fossos de segurança.
A grandes tartarugas quase podem ser tocadas.


Ou fotografadas em "close" para registrar detalhes de sua beleza.

Ou poder observar em detalhes esta ave da ordem Casuariforme, que não deixa dúvidas sobre descender dos dinossauros!
Os 2 Dragões de Comodo ficam separados, enquanto um deles fica no aquário de vidro permitindo que nos aproximemos para uma foto...

... ou para observar seus movimentos e comportamento...

...o outro fica a céu aberto, mas somente pode ser observado de longe, já que sua mordida é venenosa.

Alguns dos ambientes podiam ser vistos de cima, por meio de plataformas de observação.
Em 2015, com a crise o zoo da Átika esteve em perigo, por falta de verbas, mas as medidas tomadas e campanhas resolveram os problemas e em 2017 encontramos um ambiente muito bacana e um sistema de venda de tickets familiares para um ano inteiro de visitas! Estes pacotes familiares acabam não saindo tão caro aos gregos que poderão usufruir do parque que possui muitos espaços de lazer e de alimentação, além de fornecer um ambiente seguro para toda família.

Visitamos o zoo numa segunda-feira e havia vários casais com filhos pequenos passeando por lá.

Em um amplo espaço em que as pessoas podem até fazer piquenique, havia estas confortáveis cadeiras esculpidas nas pedras.
 Enfim, foram 7 horas muito proveitosas e relaxantes que passamos visitando o zoo e em algumas partes dos caminhos usufruindo de deliciosas amoras que estavam bem maduras.

Foi divertido ver a criação de porquinhos da índia no pátio do serpentário e ficar intrigados com a serpente da imagem abaixo. Assim fica a dica deste passeio para quem for a Atenas.
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