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Assim como ocorreu com Darwin é fascinante conhecer a rica fauna que habita o arquipélago de São Pedro e São Paulo, pois lá não há uma única árvore e nenhuma gota de água potável natural.
Como é possível então fazer pesquisas neste local? Logicamente, a estação de pesquisa possui toda a infraestrutura para acomodar seres humanos.
Como é a estação de pesquisa do arquipélago de São Pedro e são Paulo? É uma edificação de madeira de 45 metros quadrados, onde equipes de quatro cientistas e pesquisadores revezam-se a cada 15 dias, com o apoio da Marinha do Brasil. As instalações compõem-se de uma cozinha, uma sala de refeições, centro de comunicações, quarto para quatro pessoas, quarto de banho e varanda.
O telhado conta com painéis fotovoltaicos para geração de energia elétrica, que alimenta o dessalinizador e demais equipamentos elétricos. À pequena distância, ergue-se um abrigo para os geradores e baterias, um equipamento de dessalinização da água do mar e outro abrigo para cilindros de oxigênio e de gás. Uma passarela liga a base ao ponto de embarque, servido por um turco. Entre os equipamentos científicos da base destaca-se um marégrafo (Wikipedia).
A estação é construída sobre sapatas especiais que resistem aos tremores de terra, já que o arquipélago está em local sujeito a terremotos.
Apesar de tudo, este é um local que fascina qualquer naturalista. Tanto que mesmo sem os confortos de uma estação de pesquisas, Darwin, procurou passar nesta terra "firme" o maior tempo possível se maravilhando e descrevendo a vida neste ambiente inóspito.
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(Darwin): "Nos rochedos de São Paulo somente encontramos duas qualidades de aves – uma espécie de pelicano e de gaivota, ambos tão mansos e estúpidos, talvez em virtude de não se acharem acostumados a ver visitantes, que poderia ter abatido quantos quisesse com meu martelo geológico. "
A espécie de pelicano trata-se do atobá-marron (Sula leucogaster), que ocupa metade do terreno da ilha principal, a Belmonte, onde a estação científica brasileira e o farol estão localizados. Já a espécie de gaivota é a viuvinha (Anous stolidus).
Apesar da observação de Darwin, cabe o registro de que estas duas espécies de aves não são nada amigáveis. As viuvinhas realizam ataques aéreos quando sentem seu território invadido, enquanto os atobás atacam as pernas daqueles que atravessam seu "corredor polonês de atobás" (abaixo).
Apesar da observação de Darwin, cabe o registro de que estas duas espécies de aves não são nada amigáveis. As viuvinhas realizam ataques aéreos quando sentem seu território invadido, enquanto os atobás atacam as pernas daqueles que atravessam seu "corredor polonês de atobás" (abaixo).
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